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Crise política na Bolívia faz Evo Morales renunciar

marianasfalcaog
13 de nov. de 2019
2 min de leitura

Colaboração: Fábio Berthoux e Sara Rocha.


Evo Morales, ex-presidente da Bolívia, renunciou no último domingo (10). Desde 2006 no poder, ele foi reeleito no dia 20 de outubro sob acusações de fraudes na eleição, culminando em protestos violentos por todo o país.


Com três mandatos consecutivos, o partido de Morales convocou um referendo para que concorresse a um quarto mandato. A proposta foi rejeitada pela maior parte da população, porém o Tribunal Constitucional permitiu que o então presidente concorresse as eleições de 2019.


No país, existem duas formas de apuração dos votos: a mais rápida, feita através de urnas, e a outra mais demorada, onde o voto é contado um a um. Antes do resultado da primeira apuração ser concluído, o Supremo Tribunal Eleitoral interrompeu o processo e solicitou a segunda apuração. Com a contagem dos votos, Evo foi reeleito em meio a protestos e denúncias de fraude.


Os militares não apoiaram a reeleição do político por conta da insatisfação dos bolivianos, pedindo para que ele renunciasse. Morales acatou a decisão dos militares e deixou o cargo, mas afirmou que foi vítima de um golpe através das redes sociais.


“Denunciamos y condenamos ante la comunidad internacional y pueblo boliviano que el plan de golpe fascista ejecuta actos violentos con grupos irregulares que incendiaron la casa de gobernadores de Chuquisaca y Oruro y de mi hermana en esa ciudad. Preservemos la paz y la democracia.”

- Evo Morales Ayma (@evoespueblo) 10 de novembro de 2019


Um dia após o ocorrido, o presidente mexicano Andrés Manuel López Obrador ofereceu asilo político a Morales e criticou a Organização dos Estados Americanos (OEA) por não se posicionar diante das pressões militares.


Apesar da sessão que decidiria o futuro do país ter sido suspensa, a senadora Jeanine Áñez se declarou presidente interina da Bolívia na noite de ontem (12), tendo apoio do Tribunal Constitucional da Bolívia.


No país, os protestos continuam em meio a incerteza de quem vai assumir o poder permanentemente, uma vez que os sucessores de Evo renunciaram junto com ele.

O ex-presidente Evo Morales (foto retirada da internet)

 
 
 

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