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O extremismo dentro das quatro linhas.

Lucas Bruno
18 de set. de 2019
2 min de leitura

Técnicos de estilos diferentes trazem um diversividade tática ao futebol brasileiro;


Na série A do Campeonato Brasileiro, há 20 clubes e distintos treinadores entre eles. Certamente mais treinadores do que clubes. Quando falamos na palavra extremismo para relacionar a tática do futebol, podemos usar alguns nomes que passaram pela atual série A como exemplo.


No atual campeão brasileiro, o Palmeiras, a equipe iniciou o campeonato com Felipão no comando. Como já esperado, um futebol pragmático e que visa apenas o resultado independente da performance. Similar ao Cruzeiro, atual bicampeão da Copa do Brasil. Iniciou a série A com Mano Menezes à frente do time, nas mesmas expectativas de Felipão.


Como ponto contrário, vimos o Fluminense e o Santos apostarem diferente desde o início da temporada. O tricolor com Fernando Diniz, priorizava a performance, a posse da bola, a qualidade para assim, conseguir o resultado. Algo parecido com os trabalhos de Sampaoli na Europa, menos extremista, mas com certas ideias parecidas. O argentino assumiu o Santos.

Outro caso especial se encontra no Flamengo. A equipe carioca iniciou a temporada com Abel Braga, extremante preso ao estilo de Felipão e Mano Menezes. Mas após atuações não satisfatórias, o clube decidiu apostar em Jorge Jesus. O português que se assemelha mais ao estilo de priorizar o jogo, mas não abre mão da intensidade.


No atual momento da temporada vemos os caminhos que os treinadores levaram. O Palmeiras que não conseguiu os resultados da temporada passada até o momento, e manteve sua atuação pragmática, decidiu demitir Felipão. O Cruzeiro, nem o pragmatismo foi mantido, atuações sem padrão e sem resultado, Mano Menezes fora. O ex-cruzeirense foi para no Palmeiras, o clube busca seguir a mesma linha de pensamento. O Cruzeiro apostou em Rogério Ceni, mas ainda segue com dificuldades.


Um caso muito peculiar foi o Fluminense, Fernando Diniz teve excelentes momentos na temporada, mas uma decaída impressionante de resultados. Diversas vezes tivemos a impressão de que os resultados eram injustos pelo que o time apresentava como performance, mas sem os resultados, ele foi demitido. Oswaldo de Oliveira, também de forma mais conservadora, foi contratado.


O Santos segue na parte de cima da tabela do campeonato brasileiro, com Sampaoli e seu futebol bem jogado. Na liderança do campeonato, está o Flamengo, com Jorge Jesus. Outro que também não se prende ao conservadorismo.


Na copa do Brasil, teremos hoje um final entre estilos diferentes. Tiago Nunes pelo Athletico Paranaense contra Odair Hellmann, pelo Internacional. Nunes mais com ideias de jogo semelhantes à Sampaoli e Jesus. Hellmann mais da escola gaúcha de Felipão e Mano.

O confronto de táticas sempre se mostrará presente no futebol, e é positivo termos esse contraste de ideais no futebol Brasileiro.


Vimos que apesar das injustiças, Fernando Diniz não resistiu. Mas, sendo menos extremista, Sampaoli segue no cargo. O conservadorismo também segue sendo um ponto de segurança dos clubes que se veem em situações negativas, mas não deixa de dar resultados, como Hellmann no Inter.


Hoje veremos quem leva a Copa do Brasil. Mas é difícil imaginar que o Campeonato Brasileiro não termine nas mãos de Jorge Jesus ou Sampaoli.

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